segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Um breve desabafo

Depois de tanto tempo sem escrever, eis que entre as teias de aranha, eu apareço. Gosto de escrever assim, sem pressa, sem pressão, só quando eu quero. Realmente nunca mais escrevi. Nem antes das férias. Como uma pessoa que cursa Jornalismo não escreve desde tanto tempo?
Bom, ando meio sem rumo na vida. É, sabe, quando as pessoas falam que a vida delas estão sem rumo, geralmente estão mesmo. Ou aconteceu alguma tragédia familiar, ou são viciados em crack, ou bandidos de alta periculosidade arrependidos em suas celas 4 x4. Mas não, eu ainda não me encaixo em nenhuma dessas categorias [Deus é Pai!]. A verdade é que estou desgostosa com a minha faculdade em vários aspectos. Para melhor me entender, vou fazer um resumo da minha inquietação: o que eu aprendi durante 3 anos de curso? Eu cato, vasculho minha pobre cabecinha e não vejo resposta. Pelo menos não a que eu esperava ter quando entrei na Universidade Federal de Alagoas. Nooossa, pensei que ia sair de lá uma leitora devota de Peirce, Ariano Suassuna, Umberto Eco, Karl Marx, Nietzsche, Lúcia Santaella... Imaginei a minha cabeça uma enciclopédia precisa e extraordinária após meu Trabalho de Conclusão de Curso [o famoso e cabuloso TCC], mas eu já sinto o quanto vai ser difícil pra conseguir concluir. Que ingenuidade a minha, para concluir não, para começar! Escolher tema, delimitar tema e essas paradas cansativas me matam só de pensar.
Analisando o curso por esses três anos que passaram [e muito rápido, rápido demais, diga-se de passagem], percebi que o papel dos professores é acelerar os assuntos e enrolar os alunos. Viagens de um mês [ou seja, um mês sem aula], trabalhos com a metodologia de ensino médio, muita, bastante, teoria, mas nenhuma prática. Para completar a situação miserável dos aspirantes a jornalistas, o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Mas isso aí já é piada, nem precisamos comentar. Todas as profissões deveriam exigir diplomas, ou então extinguir os cursos superiores, que ao meu ver seria só perda de tempo [ e alguns, dinheiro também].
Então estou eu aqui, prestes a começar meu último ano de faculdade, sabendo que vou ter que correr contra o tempo, procurar saber das pendências acumuladas durante todo esse tempo na Ufal [ ô universidadezinha pra inventar procedimentos burocráticos, totalmente desnecessários!]. A partir daí já tô sabendo que esse ano vou sofrer mais do que sovaco de aleijado!


Ah, mas também, meus caros, quando eu terminar, sabe, c-o n- c l u- i r, f i- n a- l i- zar este curso eu vou ser a pessoa mais feliz do mundo todo!