Eu já tinha acordado com o pé esquerdo, com sono, indisponível para o mundo, de saco cheio de todas as pessoas. São nesses dias que a bruxa está solta, acreditem. Essa desgraçada suga energias de todos os setores do espírito, desde o pessoal e subjetivo, dando um rolé no social a ponto de leva-lo à introspecção irresistível, e finalmente desembocando no causador de todo o mal da espécie humana: o econômico. E ela escolhe desses dias assim bem feios, com o céu cinzento, o sol de ressaca e as nuvens tentando tapar o sol com a peneira.
Acontece que eu estava inserida em tal contexto quando decidi ignorar minhas premonições, e quem me conhece sabe que sou arrodeada por elas, tá, tudo bem que às vezes se enganam, mas o fato é que as ignorei e fui em direção à minha rotina de faculdade, de pegar ônibus e de ir estressada com meus pensamentos mesquinhos de interesse puramente particular. Cheguei no ponto de ônibus o qual não é de costume ser este o que me deixa entediada todo dia, nele eu só espero alguns dias perdidos no mês, quando eu estou na casa da minha mãe, porém crio raízes esperando o único ônibus que entra na Universidade quando estou ali. Sentei no banco apertado, no último lugar vago destinado às pessoas de grande paciência. Depois de alguns minutos percebi dois caras de aproximadamente 17 ou 18 anos que me olhavam sem cerimônia, e olhavam, como se fossem portadores da poderosa visão de raio X do SuperHomem, para a minha bolsa. Eu me assustei toda quando percebi principalmente que eles não estavam ali para pegar um ônibus, mas sim aquele ônibus que eu ia entrar. Resultado: o dito cujo demorou tanto, mas tanto, que os rafamés cansaram e resolveram, como num passe de mágica, tirar o cano ali mesmo, na frente de umas quinze pessoas, e apontá-lo para mim. Véi, apenas para MIM! E eu, coitada de mim, meu deus, achando tudo aquilo um filme, só que real, não dava pra não entender que era real, fiquei sem nenhuma expressão, em choque. Quando ouvi o barulhinho da ficha caindo me desesperei. Muitas pessoas me ajudaram com um copinho de açúcar aqui, uma ligação a cobrar ali, e finalmente dois caras encima de uma única bicicleta que vinha desfilando pelo meio da ruazinha, muito suspeitos ao meu ver, e que o universo me perdoe se estiver errada, vieram me entregar a bendita bolsa, sem o celular, sem o carregador dele e sem meia dúzia de cigarros. Não levaram dinheiro, não quiseram meu relógio de custo mediano que estava dentro da bolsa. Agora o que eu aprendi dessa lição toda é que: companheiros que andam todos os dias nos ônibus mais perigosos da cidade, não comprem celulares legais, com câmera, mp3 e Bluetooth, você acaba dando de presente muito em breve para alguém que você nunca viu.
Acontece que eu estava inserida em tal contexto quando decidi ignorar minhas premonições, e quem me conhece sabe que sou arrodeada por elas, tá, tudo bem que às vezes se enganam, mas o fato é que as ignorei e fui em direção à minha rotina de faculdade, de pegar ônibus e de ir estressada com meus pensamentos mesquinhos de interesse puramente particular. Cheguei no ponto de ônibus o qual não é de costume ser este o que me deixa entediada todo dia, nele eu só espero alguns dias perdidos no mês, quando eu estou na casa da minha mãe, porém crio raízes esperando o único ônibus que entra na Universidade quando estou ali. Sentei no banco apertado, no último lugar vago destinado às pessoas de grande paciência. Depois de alguns minutos percebi dois caras de aproximadamente 17 ou 18 anos que me olhavam sem cerimônia, e olhavam, como se fossem portadores da poderosa visão de raio X do SuperHomem, para a minha bolsa. Eu me assustei toda quando percebi principalmente que eles não estavam ali para pegar um ônibus, mas sim aquele ônibus que eu ia entrar. Resultado: o dito cujo demorou tanto, mas tanto, que os rafamés cansaram e resolveram, como num passe de mágica, tirar o cano ali mesmo, na frente de umas quinze pessoas, e apontá-lo para mim. Véi, apenas para MIM! E eu, coitada de mim, meu deus, achando tudo aquilo um filme, só que real, não dava pra não entender que era real, fiquei sem nenhuma expressão, em choque. Quando ouvi o barulhinho da ficha caindo me desesperei. Muitas pessoas me ajudaram com um copinho de açúcar aqui, uma ligação a cobrar ali, e finalmente dois caras encima de uma única bicicleta que vinha desfilando pelo meio da ruazinha, muito suspeitos ao meu ver, e que o universo me perdoe se estiver errada, vieram me entregar a bendita bolsa, sem o celular, sem o carregador dele e sem meia dúzia de cigarros. Não levaram dinheiro, não quiseram meu relógio de custo mediano que estava dentro da bolsa. Agora o que eu aprendi dessa lição toda é que: companheiros que andam todos os dias nos ônibus mais perigosos da cidade, não comprem celulares legais, com câmera, mp3 e Bluetooth, você acaba dando de presente muito em breve para alguém que você nunca viu.
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