
Às vezes me olho por fora, como uma outra pessoa, um eu interior incapaz de se sensibilizar com qualquer parte de si. Em um instante me encurralo na interrogação de qual seria o eu real, livre das aparências e das mentiras ditas para o próprio consolo. Cheguei a pensar que essa era uma parte desnecessária, caso estivesse armada de um irreal forte, mas caí de um penhasco quando percebi o grau de realidade a qual o mundo se perdeu. A minha redenção é feita na afirmação de que realmente o real é fundamental para a digestão das transformações futuras. Iludir-se menos e viver mais deve ser uma receita feita por algum chapado consciente. O que me resta é mastigar os pedaços de realidade que me sobra.
Um comentário:
realidade dura e crua. antes isso que ilusões temporárias..
:*
Postar um comentário