quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Vá embora logo, ano velho. É tempo de renovação e esperança!

Nunca mais eu estive por aqui, não sei porque hoje, agora, decidi escrever alguma coisa. Talvez porque o ano esteja acabando, o Natal já é amanhã ou meu aniversário esteja se aproximando com tamanha pressa. Talvez nada disso seja o motivo, ou talvez sejam todos eles.
O nosso mundão aí fora sofrendo, com todas essas enchentes causadas não pelas chuvas, mas sim pela carência de infra-estrutura no nosso Brasil, meu povo tendo os corações mastigados por notícias sangrentas e absurdas, sofrendo junto com a natureza, pelo descaso e pela ambição.
E mesmo com tudo isso acontecendo, mesmo com uma efervescência assombrosa do outro lado da minha parede, pra gente ver como o ser humano é egoísta, estou eu aqui a escrever sobre mim. Meus momentos, minhas angústias, minhas alegrias e curiosidades.
Capricorniana que sou, leal, responsável, franca... várias vezes até muito franca... e por fim um tanto velha e ranzinza, trago não só a culpa que carrego nos ombros por fazer parte da única espécie que não se preocupa com o futuro e perpetuação dela mesma, pelo contrário, contribui para o próprio desaparecimento, mas a culpa por conseguir julgar o que está errado e ficar tentando revolucionar o mundo sentada no sofá assistindo o jornal. Não ter consciência de como as estruturas de um sistema funcionaram durante a história e funcionam hoje ao seu redor não me parece tão inaceitável do que apenas criticar tudo a todo tempo e não se mover na busca por mudanças.
Acho que falta no meu povo, alvo fácil de manipulações, um pouquinho de flexibilidade, um esforço coletivo para enxergar mais adiante, nas entrelinnhas, procurar definir bem o papel de cada espécie no planeta, incluir-se no ecossistema eliminando a superioridade ilusória e infantil. Deve haver um jeitinho brasileiro de ver o outro lado da moeda, e que o que parece correto talvez possa não ser...
Por favor, não podemos descartar mais as opiniões de ambientalistas e especialistas da natureza sobre as consequências da expansão das obras humanas, não devemos rebaixar tais opiniões e ridicularizá-las como a mídia faz.
E por falar que sinto-me culpada por olhar muito para meu umbigo, não posso fugir da minha natureza, muito menos quando estou perto de completar 20 anos! Não são mais 18 aninhos, 19 aninhos, são 20 anos! Duas décadas. Sempre entendi quando dizem que a vida é muito curta e pequena. Pois é assim mesmo, os rótulos pesam mais que o próprio tempo, incrível.
Nesse ano de 2009 eu quero MENOS. Menos tragédias, menos descaso, menos atropelos, menos mortes, menos pobreza, menos tumulto. Menos ódio, menos humilhação, menos preocupação, menos fome, menos AIDS. Eu quero menos futilidade, menos tristeza, menos perdas, menos disputa, menos indiferença.
Eu só quero MAIS AMOR. Com essa palavrinha misteriosa o ser humano se restabelece, se renova, anda no caminho certo sempre.
Estou me despedindo no embalo da atmosfera instigante que envolve a promessa de um ano Mais.
Um abraço e um beijo de Natal e Ano Novo!

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